ENTREVISTA COM O AUTOR DE ‘’DOCE SOFIA’’ E ‘’UMA RECEITA PARA A LIBERDADE’’!

16:22



Boa tarde, pessoal! Tudo certo com vocês? Nesse Sábado chuvoso para o lado de cá, eu trago para vocês a entrevista com o autor de ''Doce Sofia'' e ''Uma Receita Para A Liberdade.'' Além de uma resenha, claro. Contando tudo sobre o último lançamento do autor Maurício Souza. Espero que vocês gostem!




Confira a entrevista a seguir:

R: Primeiramente, muito obrigada por responder a nossa entrevista Maurício! E como toda a entrevista: Como você entrou no mundo da literatura e da escrita? 

Maurício: Obrigado eu, pela parceria de sempre e por acompanhar meu trabalho, há tempos. Eu entrei de forma árdua no mundo da literatura. Eu tinha quatorze anos quando minha professora de língua portuguesa, no oitavo ano do ensino básico, propôs que lêssemos um livro, indicado por ela, e apresentassem na frente da turma. Para eu, o desafio era duplo, sempre fui uma pessoa introvertida,no quesito: falar em público, mas até que me saí bem. O livro era do Luis Fernando Veríssimo, não lembro o título, mas a partir daí despertou minha paixão pela leitura. Nessa época, eu não imaginava escrever nada, essa vontade só nasceu anos depois, durante a faculdade. Foi uma descoberta incrível saber que eu poderia contar histórias. Ainda assim, durante a faculdade, eu não escrevia muito, apenas alguns contos. Porém, a leitura nunca parou e com certeza foi o maior benefício que tive. Quem lê descobre o mundo e vai para onde quiser. Se eu não tivesse lido tanto, talvez não tivesse provocado a minha criatividade. É como um bom guitarrista, para ser bom, precisa escutar e estudar os bons.

R: Sabemos pelas suas redes sociais que o seu primeiro livro publicado foi, ‘’Doce Sofia’’. Você poderia fazer um resumo sobre ele, e porque as pessoas devem comprá-lo?

Maurício: "Doce Sofia" conta a história de uma jovem professora de Português que sobre um trágico acidente ficando então paraplégica. Além de lidar com a mudança, brutal, de vida, ela terá que lutar contra uma decisão do estado na qual ele julgou que ela não é apta a lecionar em cima de uma cadeira de rodas. É uma luta pela vida, mas acima de tudo, contra o preconceito. Levei sete meses para escrever esse romance, pois não fazia ideia de como escrever uma história longa. Mesmo tendo lido inúmeros romances, quando você senta para escrever, é algo completamente diferente. Precisei fazer uma pesquisa e procurar o meu jeito de escrever, sem que isso não remetesse a outros escritores. Eu queria um trabalho o mais original possível e acho que consegui. Comprar ele não seria só um belo investimento como também uma maneira de abrir algumas reflexões dentro do seu coração. Esse livro mudou a minha vida e é o que desejo que ele faça pelos leitores. Nunca ponha limites no sonho de ninguém, cada um tem a sua intensidade e é na dor que descobrimos nossas verdadeiras e mais belas virtudes.





R: O segundo livro em questão é ‘’Uma Receita Para a Liberdade.’’ E ele é totalmente diferente do primeiro! A temática é totalmente outra! Então nos conta, qual é o ponto forte do livro e porque as pessoas devem voltar os seus olhos para ele?

Maurício: "Uma receita para a Liberdade" foi uma experiência linda. Eu comecei a escrever ele para um concurso, mas quando observei já tinha passado o número de caracteres e páginas. Por isso não gosto de concurso e não participo, não acho que isso seja incentivador. Voltando ao livro, a história é de uma chefe de cozinha muito famosa que está numa clínica de reabilitação, dois termos complexos e nada comuns. Foi um desafio tratar do assunto: "clinica de reabilitação", pois mais uma vez eu estava entrando em um campo minado. Desafiando a minha escrita mesmo que sem querer, digamos. O ponto forte do livro é o tratamento a qual as mulheres são submetidas e o porquê de Anabela estar lá dentro. O romance tem cenas pesadas, mas outras bem emocionantes. A maior mensagem do livro é, faça corretamente as suas escolhas, as pessoas não vão ficar para sempre do seu lado. Chegará um momento em que você ficará sozinho e a escolha de seguir o caminho ou não é totalmente sua. O livro fala sobre: esquizofrenia, abusos sexuais, de poder e gastronomia. Ingredientes estranhos, mas que dão sim uma bela receita para a liberdade.

R: Como foi o processo de escrita de ambos os livros? Quais foram as dificuldades e os acertos?

Maurício: Os processos envolvem muita pesquisa. É preciso um embasamento quando você decide falar sobre determinados assuntos. Os dois temas foram muito desafiadores. Deficiência física, gastronomia e clínica de reabilitação. Sem dúvida, as maiores dificuldades foram adaptar a "Sofia" ao mundo dos deficientes, foi muito difícil para eu escrever essa parte do livro. A outra foi dar um motivo para a Anabela estar presa. Esse segundo livro eu escrevi durante uma fase muito complexa da minha vida, ele tem uma carga emocional muito grande. Não consigo reler ele, mas fico feliz com as resenhas feitas até o momento. Acho que o pessoal entendeu a mensagem.

R: Dentro do processo criativo de ‘’Uma Receita Para a Liberdade’’ você teve algumas inspirações, certo? Se sim, quais foram elas? Porque nós vemos que houve um estudo (mesmo que básico) da gastronomia para algumas cenas específicas do livro…

Maurício: Tive muitas inspirações, quando você está numa situação difícil você cria muito pra poder sair daquilo. Eu estava em depressão e tinha acabado de ser diagnosticado com Síndrome do Transtorno Bipolar. Foi pesquisando este universo que nasceu a maioria das personagens do segundo livro. Eu pesava cento e vinte quilos, por causa dos remédios e pelo fato de alguns dias serem muito piores que outros. Não saía de casa por nada. Todo aquele clima ajudou a deixar o livro sombrio. É uma grande vitória chegar para uma plateia de quatrocentas pessoas, por exemplo, como faço hoje, e falar sobre este assunto. Não tenho vergonha de ter passado por isso, mas sim orgulho de ter vencido. Na época, também, eu estava assistindo muito os filmes do Tarantino e lendo Stephen King quase que diariamente. Esses dois caras têm suas mentes muito perturbadas e eu me identifiquei com isso. Principalmente com o Tarantino, talvez pelo fato de ele ser ariano também. Tarantino, King, Rolling Stones e um escritor bipolar. O que você acha dessas inspirações?

R: Agora vamos para a última pergunta! Vemos que sutilmente, você introduz algumas referências do mundo geek, da literatura e da música. Como isso interfere no modo da sua escrita? É algo do autor que você colocou ali? Uma pontinha, talvez?





Maurício: Eu sou muito observador. Procuro ver filme com um caderno de anotações nas mãos, escuto música de forma muito detalhada e sou um ávido leitor da bíblia. O meu universo pessoal é composto por muita música e leitura e isso acaba refletindo no que escrevo. Uma pessoa com STB não pode ficar no silêncio, dormir muitas noites seguidas no escuro e nem ficar sozinha por muito tempo. Eu não gosto de importunar as pessoas então acabo dando meu jeito. Lendo, escrevendo, escutando música e tocando meu violão. Também estou sempre atento as novidades, em tudo, porque sou muito curioso. Logo, tudo que acontece na minha vida acaba servindo de inspiração. Adoro escutar jazz quando escrevo cenas "normais", um Sepultura para cenas mais pesadas e Legião Urbana para as cenas mais românticas. Talvez isso seja coisa da minha cabeça, mas funciona. Eu transformo as minhas perturbações numa coisa boa para mim. Não troco isso por pessoas, festas e qualquer outro tipo de distração, essa é a minha terapia e eu preciso disso. Muito. Eu tenho desejos muito ambiciosos, por isso não posso perder o foco.

R: Meu querido Maurício obrigada pela entrevista! E obrigada pelas conversas via WhatsApp. Saiba que eu gostei muito de participar da divulgação e ser uma das booktubers que leu o livro para fazer uma resenha no YouTube! Agora é a sua vez de deixar uma mensagem para os seus fãs. <3


Mais uma vez obrigado pelo espaço e pela parceria. Que caminhemos juntos em busca de nossos sonhos, sem perder o contato. Não gosto muito da palavra "fã", gosto de tratar quem lê meus livros como um parceiro, amigo. Eu crio um produto e eles adquirem, é uma troca, eu preciso muito mais deles do que eles de mim, pois escritores estão nascendo em árvore, nem todos bons, mas tudo bem. Vivemos numa democracia e todo mundo merece uma oportunidade. Sempre gosto de frisar nas escolhas, elas serão muito importantes na sua caminhada. Tente sempre escolher certo, mas se falhar, falhe com honra e aprenda com isso. Não se prenda a distrações, faça planos, crie metas e cumpra-as. Sempre haverá um momento em que você se sentirá deslocado, mas não faça disso um empecilho, mas sim, combustível. As maiores lições da minha vida eu aprendi nos piores momentos. Hoje, não tenho apreço por coisas mundanas e muito menos por pessoas que pensam pequeno. Sonhe alto e não tenha medo de caminhar sozinho se for o caso. Adoro uma frase que diz o seguinte: "Pessoas vêm e vão, você fica. Trate-se bem". Isso é quase um mantra, a frase é muito abrangente. Encaixa não só para pessoas como para várias coisas. Por isso, querido leitor. Trate-se bem.

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                           Até a próxima! Beijos, Rebecca Victória xx.

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